Andreani - Logística


O mercado de galpões logísticos no Brasil deve manter um cenário de forte aquecimento ao longo de 2026.
É o que indica o relatório “Bold Predictions for 2026: Supply Chain Trends to Watch”, divulgado pela Prologis, uma das maiores desenvolvedoras e administradoras globais de imóveis logísticos.
O estudo apresenta sete tendências macroeconômicas e setoriais que devem impactar diretamente as cadeias de suprimentos, o mercado imobiliário logístico e a logística urbana, tanto no Brasil quanto em mercados internacionais estratégicos.
De acordo com o relatório, o Brasil continua se destacando entre os mercados emergentes, com demanda consistente por galpões logísticos modernos, impulsionada principalmente pelo avanço estrutural do e-commerce.
A taxa de vacância deve continuar em trajetória de queda em 2026. Regiões como São Paulo e Rio de Janeiro já registram níveis próximos de 8,5%, com tendência de redução devido à elevada absorção de espaços logísticos e à oferta limitada de novos empreendimentos.
Esse cenário reforça a competitividade por ativos bem localizados e tecnicamente preparados, beneficiando proprietários e operadores com portfólios modernos.
Outro ponto de destaque é a restrição na oferta de novos galpões logísticos, uma vez que o pipeline de projetos permanece limitado. Essa combinação de alta demanda e baixa oferta deve provocar crescimento acelerado nos valores de locação.
A expectativa é que o Brasil registre crescimento de dois dígitos nos aluguéis logísticos pelo quarto ano consecutivo, refletindo a valorização dos ativos existentes e o aumento da competição por imóveis de qualidade.
Em 2025, o crescimento estimado dos aluguéis no país foi de 11,5%, enquanto mercados globais registraram retração média, reforçando a resiliência do mercado brasileiro.
O comércio eletrônico continua sendo um dos principais vetores de expansão da logística. A projeção é que o e-commerce represente cerca de 25% das novas locações logísticas em 2026, exigindo estruturas cada vez mais próximas dos centros de consumo e com maior eficiência operacional.
Empresas globais e regionais seguem investindo em estoques descentralizados, hubs urbanos e modelos híbridos de distribuição, o que pressiona ainda mais a ocupação de galpões modernos.
No cenário internacional, o relatório também aponta:
Europa com taxa de vacância abaixo de 5%
Índia em forte expansão, impulsionada por capital institucional e modernização logística
Estados Unidos com maior absorção em mercados estratégicos e pressão sobre a capacidade logística
Outro destaque é o crescimento da demanda por galpões power-ready, preparados para operações automatizadas e com alta disponibilidade energética, um fator que passou a figurar entre os mais decisivos na escolha de novos empreendimentos logísticos.
O estudo reforça que a logística deixou de ser apenas um suporte operacional e passou a ocupar um papel central nas estratégias de crescimento, eficiência e competitividade das empresas.
A tendência é de valorização contínua dos ativos logísticos, aumento da profissionalização do setor e maior integração entre tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade.
Fonte: Mundo Logística