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Vendas de medicamentos para saúde mental apresentam queda de 31% em 2025

Redução pode indicar barreiras no acesso aos tratamentos e mudança no perfil de consumo dos pacientes

Um levantamento realizado pela Interplayers, hub de negócios em saúde, revelou uma queda de 31% nas vendas de medicamentos voltados à saúde mental no Brasil em 2025, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O estudo, que analisou transações realizadas entre janeiro e julho, também identificou uma leve retração de 1% no faturamento total do segmento, sugerindo um possível impacto no acesso da população a esses tratamentos.

De acordo com a Interplayers, a redução nas vendas pode refletir desafios econômicos, limitações no acesso a medicamentos controlados e mudanças no comportamento de prescrição médica. O alerta é especialmente relevante diante do aumento dos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais, conforme dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O aumento de afastamentos relacionados a doenças mentais, especialmente após a pandemia, reforça a importância de garantir o acesso a tratamentos adequados e políticas públicas mais eficazes”, destaca Everton Paloni, gerente de inteligência de negócios da ECS.

Desempenho regional desigual

Os resultados variam significativamente entre os estados brasileiros. São Paulo, maior mercado nacional, apresentou queda de 38% nas unidades vendidas, mas uma pequena alta de 2% no faturamento. No acumulado do ano, a retração foi ainda mais acentuada: 39% em volume e 2% em receita.

No Rio de Janeiro, o cenário foi oposto. Houve crescimento de 142% nas unidades comercializadas e alta de 4% no faturamento em um período específico. Entretanto, no acumulado de 2025, o estado registrou leve queda de 1% em volume e 12% em faturamento, indicando que o desempenho positivo foi pontual.

A Bahia foi o estado com o pior resultado no período, apresentando redução de 78% nas unidades vendidas e 15% no faturamento. Em contrapartida, a Região Norte teve desempenho expressivo, com Rondônia registrando aumento de 110% na receita e o Amazonas liderando em volume, com alta de 211% nas unidades.

O estudo reforça que, embora o Brasil tenha avançado no debate sobre saúde mental e acesso a medicamentos, ainda há desafios estruturais e logísticos a serem enfrentados — especialmente em regiões com menor disponibilidade de serviços farmacêuticos e terapêuticos.

Fonte: Panorama Farmacêutico


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