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Brasil amplia integração logística com América do Sul

O Governo Federal, por meio do Ministério do Planejamento e Orçamento, divulgou o Relatório 2025 das Rotas de Integração Sul-Americana, que marca uma nova fase do projeto.

Pela primeira vez, todas as 27 unidades da Federação passam a fazer parte da estratégia de articulação logística e comercial entre o Brasil e os países da América do Sul — mesmo aquelas que não fazem fronteira internacional direta.

Com essa atualização, o projeto se estende aos 16 estados não fronteiriços, que representam 36% do território nacional, 73% do PIB brasileiro e 74% da população. Essa expansão reforça a proposta de interligar cadeias produtivas locais com rotas comerciais continentais, além de ampliar o acesso ao Oceano Pacífico.

Nova etapa fortalece potencial logístico nacional

Segundo a ministra Simone Tebet, essa terceira fase do projeto amplia o olhar da integração regional, conectando economicamente regiões que antes estavam fora do foco geopolítico do plano. As novas áreas incorporadas somam mais de 3,1 milhões de km² e 150,9 milhões de habitantes, consolidando sua relevância no cenário logístico e comercial do país.

Em 2024, esses estados movimentaram US$ 24,3 bilhões em exportações e US$ 16 bilhões em importações com parceiros sul-americanos, sendo São Paulo o grande destaque, com 62% das exportações e 29% das importações desse grupo.

Integração logística entre Atlântico e Pacífico: um novo posicionamento estratégico

Para o secretário de Articulação Institucional, João Villaverde, olhar para o Pacífico tornou-se uma prioridade estratégica. Ele ressalta que, pela primeira vez, os maiores parceiros comerciais do Brasil estão do outro lado do continente, como a China. As rotas bioceânicas, portanto, não apenas permitem o acesso brasileiro ao Pacífico, como também posicionam os portos do Atlântico como rotas importantes para escoamento de cargas dos países vizinhos para mercados na Europa e África.

Diálogo com estados e o setor logístico pauta ações concretas

A construção dessa nova etapa ocorreu com base em escuta ativa de governos estaduais, representantes do setor produtivo e agentes logísticos. Com base nas propostas locais, foram identificadas obras do Novo PAC e outros projetos que se alinham à visão das Rotas de Integração Sul-Americana. Entre as próximas ações está a criação de uma Sala de Situação para acompanhar de perto a execução dessas iniciativas.

As contribuições regionais foram fundamentais. O Sudeste, por exemplo, propôs polos de exportação industrial, expansão de exportações de insulina, fortalecimento da indústria automotiva e incentivo a setores de tecnologia e alto valor agregado. No Nordeste, as propostas focaram em turismo, logística regional e aproveitamento de cadeias produtivas locais. Já no Norte e Centro-Oeste, houve ênfase na integração ferroviária e rodoviária, além da valorização de ativos logísticos locais.

Financiamentos e parcerias para fortalecer a integração logística

Diversos projetos já contam com recursos federais, investimentos do BNDES e aportes da iniciativa privada. Além disso, novas fontes de financiamento foram mapeadas, como os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs) e ações previstas nos Planos Plurianuais Estaduais, ampliando as possibilidades de execução dessas obras estratégicas.

Integração regional como motor de desenvolvimento

A interiorização das rotas não apenas fortalece a infraestrutura logística nacional, mas também se alinha a um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável. Ao conectar regiões produtivas ao comércio internacional e viabilizar novas rotas de exportação e importação, o Brasil fortalece sua posição geoeconômica na América do Sul e abre caminho para a geração de empregos, renda, inclusão social e soberania nacional.

 

Fonte: Abol


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