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EUA podem aplicar tarifa sobre medicamentos até 1º de agosto, diz Trump

As tensões comerciais globais voltam a ganhar destaque com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível imposição de tarifas sobre medicamentos ainda neste mês.

De acordo com o líder americano, as medidas deverão ser implementadas até o final de julho, com início de uma tarifa inicial mais baixa, e um período de transição de aproximadamente um ano para que a indústria farmacêutica amplie sua capacidade produtiva em solo americano.

Após esse prazo, Trump prevê uma elevação considerável nas tarifas, podendo ultrapassar os 200%, como forma de incentivar a produção nacional e reduzir a dependência das importações de medicamentos — movimento que o governo justifica como uma ação de segurança nacional, com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Gigantes da indústria farmacêutica estão na mira

A medida deve impactar multinacionais do setor farmacêutico, como Pfizer, Merck e Eli Lilly, que possuem grande parte de suas fábricas e linhas de produção fora dos Estados Unidos. A imposição de tarifas pode influenciar os custos de importação de medicamentos e pressionar os preços finais ao consumidor americano, especialmente durante o período de transição até que a capacidade nacional esteja consolidada.

Além do setor farmacêutico, Trump afirmou que produtos de alta tecnologia, como semicondutores, também devem entrar na lista de tarifações com cronogramas similares. Empresas do setor de eletrônicos, como Apple e Samsung, que utilizam chips importados em seus dispositivos, podem ser diretamente afetadas.

Estratégia comercial agressiva e acordos pontuais

As novas diretrizes fazem parte de uma política de tarifas comerciais unilaterais, na qual os Estados Unidos estabelecem as taxas por meio de cartas enviadas diretamente a seus parceiros comerciais. Paralelamente, o governo mantém negociações pontuais com alguns países.

Um exemplo foi o acordo fechado recentemente com a Indonésia, onde os EUA aceitaram reduzir a tarifa sobre determinados produtos de 32% para 19%, em troca de compromissos de compra que incluem energia, produtos agrícolas e 50 aeronaves da Boeing.

Trump revelou que pretende finalizar de dois a três novos acordos comerciais até 1º de agosto, com destaque para as negociações com a Índia, uma das mais avançadas, além de conversas em andamento com outros cinco países.

União Europeia e Ásia sob pressão

A União Europeia, que já enfrenta uma tarifa de 30% em alguns produtos, deve se reunir com autoridades americanas ainda nesta semana. O presidente americano destacou que alguns países asiáticos, como a Coreia do Sul, demonstraram disposição para negociar, enquanto outros, como o Japão, permanecem resistentes.

Além disso, Trump minimizou os efeitos de uma possível tarifa secundária para países que comercializam com a Rússia, afirmando que o impacto nos Estados Unidos seria limitado e que o contexto tende a se estabilizar.

 

Fonte: Guia da Farmácia


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