Andreani - Logística


O mercado de galpões logísticos no Brasil deve enfrentar um cenário desafiador em 2026, com previsão de déficit de aproximadamente 500 mil m² de empreendimentos classe A e A+.
A estimativa considera o ritmo de crescimento da demanda aliado à limitação na oferta de ativos logísticos de alto padrão.
Segundo análises do setor de real estate logístico, esse movimento é impulsionado principalmente pelo avanço do e-commerce, que continua demandando estruturas modernas, bem localizadas e com alto nível de eficiência operacional.
O cenário atual já demonstra forte aquecimento. Em 2025, a taxa de vacância de galpões logísticos atingiu níveis historicamente baixos, ficando em cerca de 8% no Brasil e 7,9% na região até 30 km da cidade de São Paulo, principal hub logístico do país.
A absorção líquida de galpões logísticos também apresentou crescimento expressivo, alcançando aproximadamente 3,5 milhões de m², um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Já o estoque total chegou a cerca de 44 milhões de m², com expansão de 9% no período.
Outro indicador relevante foi o aumento no valor de locação. O preço médio nacional atingiu R$ 27,70/m², representando uma alta de 10% — acima da inflação estimada para o período.
A região metropolitana de São Paulo, especialmente o raio de até 30 km da capital, segue como o principal polo logístico do Brasil. Nessa área, o estoque de galpões soma cerca de 12,1 milhões de m², com crescimento anual de 9%.
A vacância permanece baixa, em torno de 7,9%, enquanto o valor médio de locação chega a R$ 33,30/m², também registrando aumento de 10% no período. Esses números reforçam a alta demanda por infraestrutura logística moderna e bem localizada.
Para 2026, um dos principais fatores de transformação será a Reforma Tributária, que tende a alterar a lógica de escolha das localizações logísticas. Com a mudança da tributação da origem para o destino, regiões escolhidas anteriormente por incentivos fiscais podem perder competitividade.
Nesse novo cenário, a proximidade com os centros consumidores ganha ainda mais relevância, favorecendo áreas metropolitanas e regiões com alta densidade de demanda.
Com as mudanças estruturais no setor, a eficiência logística passa a ser o principal diferencial competitivo. Empresas tendem a priorizar localizações estratégicas que permitam reduzir prazos de entrega, custos operacionais e aumentar a produtividade.
Além disso, cresce a adoção de estratégias como pré-locação de galpões logísticos, especialmente em empreendimentos de alto padrão, diante da escassez de ativos disponíveis.
A combinação de alta demanda, baixa vacância e oferta limitada de ativos premium indica que o mercado de logística e real estate no Brasil continuará aquecido nos próximos anos.
Empresas que anteciparem movimentos e investirem em planejamento logístico estratégico estarão mais preparadas para enfrentar esse cenário e aproveitar as oportunidades de crescimento.
Fonte: Mundo Logística